"Solução caseira", Carlos Vitor ajuda Nova Iguaçu a se manter na elite
Sensação do treinador é de missão comprida

Acostumado a revelar talentos em suas já famosas categorias de base, o Nova Iguaçu agora também faz treinadores formados em casa. Contratado com a missão de salvar o clube do rebaixamento no Campeonato Carioca, Carlos Vitor concluiu com louvor a tarefa: comandou o time em dois jogos, conquistou duas vitórias (sobre Goytacaz e America, ambas por 1 a 0) e evitou a queda com uma rodada de antecedência.
Carlos Vitor (foto) tem uma história intimamente ligada ao Nova Iguaçu. Foi jogador do clube entre 1992 (dois anos apenas após a fundação) e 1999 e, depois, integrou o quadro de treinadores da Laranja da Baixada, passando pelo sub-13, sub-15, sub-17 e sub-20, além de atuar também como auxiliar-técnico e técnico da equipe profissional em situações pontuais.
Títulos foram vários. Como atleta, o principal deles foi a Série B do Campeonato Carioca de 1994. Fora de campo, teve a conquista do Torneio OPG de Juniores em 2010 e, no ano passado, a Taça Rio Sub-15. Mas, segundo ele, evitar o rebaixamento para a Série B1 esse ano foi o que mais representou em sua carreira:
- Pelo momento que o clube vivia, realmente se for colocar na ponta do lápis… Eram dois jogos importantíssimos. Sabemos que em relação a valores o clube ficaria ferido, porque haveria uma queda com um eventual rebaixamento. Costumo dizer que não é uma conquista minha, é uma conquista global, de todo um clube. A gente principalmente que tem uma identidade com o clube há muitos anos sabe como foi importante – disse.
Carlos Vitor não teve muito tempo para trabalhar. Após uma campanha ruim na primeira fase, terminando apenas na quinta colocação e ficando fora da fase principal, o Nova Iguaçu teve de disputar o Grupo X e seguiu tropeçando, sofrendo duas derrotas e conquistando apenas uma vitória. O técnico Marcelo Salles foi desligado, e Carlos Vitor chamado. Sua principal virtude, segundo ele, foi passar tranquilidade:
- Conseguimos atingir rápido a parte psicológica. Transformar a equipe em tão pouco tempo é difícil. A equipe já tinha alguma coisa, mas isso talvez estivesse escondido. Eles se sentiram mais confiantes, mais à vontade, e puderam mostrar isso. Conseguimos com esse pouco tempo trazer tranquilidade, que é uma das coisas que com o tempo a aprendemos nesse meio do futebol – afirmou o treinador iguaçuano.
Garantido na elite do futebol carioca, o Nova Iguaçu se despede do Carioca-2019 nessa sexta-feira, diante do Macaé, que também já se garantiu, às 16h30min, no estádio Antônio Ferreira de Medeiros, em Cardoso Moreira.
Agência FERJ

