MP-RJ e FERJ: segurança para o torcedor
Reunião aconteceu na sede da GAEDEST
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15/06/2019 09:11

Ao lado do Procurador Geral de Justiça, Eduardo Gussem, o presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Rubens Lopes, e os diretores Marcelo Vianna (Competições), Sávio Franco (Relações Institucionais) e Sandro Trindade (Procurador Geral) acompanharam, na sede do Ministério Público do Rio de Janeiro, a apresentação do Grupo de Trabalho Técnico do Complexo Maracanã, produzido pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ) e Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE/MPRJ).
O trabalho do GT, após um ano de estudos científicos e em campo, consiste na criação de classificação de risco do evento, manuais de procedimentos e um conjunto de medidas e ações de segurança para os respectivos órgãos e instituições responsáveis, para ser adotado nos jogos de futebol realizados no Maracanã.
- Sou médico por formação. Então, para mim, as ações preventivas devem ser priorizadas. Estamos aqui diante de uma ação extremamente preventiva - disse, entusiasmado, Rubens Lopes.
O GT Maracanã é formado pelo MPRJ e mais 19 órgãos e entidades diretamente envolvidos no planejamento, organização, operacionalização e realização dos jogos de futebol. Eles estão divididos entre os responsáveis pela organização dos eventos, pela segurança pública, pela ordem pública, pela mobilidade e transporte.
A técnica do GATE/MPRJ Izabella Barandier explicou, com auxílio do técnico Itamar Kalil, os objetivos perseguidos e alguns dos resultados alcançados pelo grupo em três áreas: matriz de atribuição das medidas e ações; modelos de planos de ação; e critérios para auxiliar a classificação de risco. Nesse sentido, explicou as conclusões alcançadas sobre alguns aspectos e as recomendações e ações sugeridas para sanar tais questões. Por fim, falou sobre a proposta de incorporação da metodologia AREF (Avaliação de Riscos em Estádios de Futebol), desenvolvida pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), nos jogos realizados no Maracanã.
- Vi nessa apresentação ciência, planejamento, método organizacional, segurança. É um produto que a gente nunca teve, porque sempre tivemos uma atuação reativa, esperando o fato acontecer para transformar em inquéritos e processos - comentou Gussem, que destacou:
- Com isso a gente vê atuação preventiva e resolutividade. É o mapa da mina para não dar errado - afirmou.
O coordenador do GAEDEST/MPRJ, Claudio Varela, reforçou a importância da articulação com todos os órgãos envolvidos.
- Quando todos remam no mesmo sentido, com base científica, então temos um instrumento potente para pressionar e obter as mudanças necessárias - ressaltou.
Além deles, participaram da reunião o coordenador do GATE/MPRJ, Rafael Lemos, o promotor de Justiça Marcos Kac, integrante do GAEDEST/MPRJ, e membros do Departamento de Competições da FERJ.
Agência FERJ

